Outras modalidades: Snowboard Urban Festival
No Jardim do Lago, maior espaço verde da Covilhã, que no sábado acolhe o evento e em que os melhores atletas europeus da modalidade prometem impressionar com manobras arriscadas, assiste-se a uma espécie de romaria.
Do internal foi preciso transplantar árvores, retirar candeeiros e montar a estrutura metálica tubular que suporta uma rampa de lançamento vertiginosa, com uma inclinação de 40 graus.
Desde segunda-feira, dia em que a neve começou a ser produzida, dentro de três tendas insufláveis, que João Amaral, 21 anos, se desloca ao espaço para acompanhar o evoluir dos trabalhos.
“Não sabia que epoch assim que se fazia neve, motion ver”, diz o jovem covilhanense, expectante por assistir “a um evento tão grande num sítio assim”. João Amaral diz já ter visto na televisão provas de estilo de snowboard, “mas ao vivo é diferente, deve ter mais emoção”.
No sábado, quando os cerca de 30 atletas portugueses e 50 estrangeiros estiverem em competição, conta estar no recinto, onde a entrada é livre. “Quero ver os melhores a exibirem-se na minha cidade”, frisa.
Brigite Saraiva, 18 anos, mostra-se surpreendida com o “Ien Run”, zona de saída dos snowboarders. “Visto daqui, até mete medo”, diz.
A plataforma tem 10 metros de altura, uma descida com uma inclinação de 40 graus e termina numa zona em forma de u, que antecede o “kicker”, internal de saltos de 10 metros de altura, onde os atletas vão tentar pontuar com manobras de difícil execução, a que se segue a descida em corrimão.
Os participantes chegam na sexta-feira e à tarde a pista de 120 metros é moldada com todo o cuidado e a supervisão de técnicos da Federação Internacional de Esqui (FIS). “Mais ou menos um centímetro no kicker, a zona mais sensível, faz toda a diferença no salto”, acentua Pedro Farromba, presidente da Federação de Desportos de Inverno de Portugal.
A prova é preparada há cinco meses e envolve uma logística complexa. O tapete é produzido por uma empresa alemã que transportou os refrigeradores onde entra a água e, com a ajuda de um sistema de corte, sai neve.
“O dash está a ajudar. É importante que se mantenha o frio e não chova”, realça Pedro Farromba.
O presidente da federação acentua que se aproveitou a inclinação healthy do terreno, o que facilita a realização da prova, pontuável para o Campeonato do Mundo de Snowboard e para os Jogos Olímpicos de Inverno de 2014.
A cota entre os pontos mais alto e mais baixo da pista é de 25 metros.

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